Procurando na rede temas que falassem sobre a inclusão digital, encontrei este texto que me chamou a atenção por conta da citação de Marshal Mcluan, um visionário que já acreditava que um dia surgiriam as novas tecnologias.
E hoje elas estão aí disponíveis e ao alcance de um número considerável de pessoas, porque ao contrário deste comentário, acredito que mesmo com tanta miséria no país, já é possivel hoje que pessoas carentes tenham acesso a internet.
Hoje já temos acesso gratuito a internet, e inúmeras vantagens dela provida.
Estamos vivendo na era digital, a era da informação e de novas mídias.
A prova disso são os contínos estudos e pesquisas acerca desta mudança que é contínua principalmente na vida dos comunicadores.
Porém discordo do autor deste texto quando ele diz que os internautas são apenas campeões em horas navegadas e que a maioria dos brasileiros desconhecem o verdadeiro potencial da era digital.
Não acho que a "maioria" deva ser incluído nessa suposta estatística, pois muito se tem comentado sobre esse assunto em todos os meios de comunicação e por milhares de pessoas que do acesso a rede já criaram inúmeros proveitos dessa "era digital".
Acredito que realmente dentro de pouco tempo vamos nos tornar extenção da internet como Macluan um dia profetizou!!!
Quando o nosso planeta, pela primeira vez, foi chamado de aldeia global, o célebre autor desse conceito, Marshall Mcluhan, tinha diante dos olhos apenas equipamentos analógicos e os primeiros modelos de computador. Não viveu o suficiente para conhecer as novas tecnologias e ver o quanto o mundo, de fato, se tornou pequeno. Mas, profético, Mcluhan já enxergava a máquina como extensão do corpo e apontava o mecanismo dessa simbiose. “Os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens”, dizia o professor canadense, observando que os instrumentos influenciam nossas idéias e comportamentos, mas, ainda que sofisticados, não são capazes, por si só, de criar consciência, consolidar aprendizagens ou melhorar as relações humanas.
Somos os campeões, sim, em horas navegadas na Internet, mas a maioria dos brasileiros desconhece o potencial da sociedade digital e de que modo ela pode proporcionar a todas as pessoas o exercício da cidadania plena.
Faltam - nos não somente políticas públicas de inclusão digital e investimentos em infra-estrutura tecnológica, mas a adoção de um modelo de inclusão que propicie às comunidades de baixa renda habilidades de manejo crítico da tecnologia.
Estamos distantes, ainda, de uma verdadeira cultura digital; o computador não está incorporado ao ambiente escolar, doméstico e empresarial brasileiro, e nem é utilizado para fins de reflexão e formação de uma inteligência coletiva.
Somos mais consumidores do que produtores e difusores de conteúdo, num desperdício de aprendizados que contribuiriam para pensar os problemas do País.
Acredito ser possível adotar um novo relacionamento com o universo das tecnologias, capaz de promover a cidadania, ampliar oportunidades nesse campo e tornar nossas conquistas patrimônio de toda a nação.
Para chegarmos lá, o conhecimento deve ser visto e tratado como produto de excelência, estratégico para o desenvolvimento do País.
E as ferramentas tecnológicas, por sua vez, usadas com responsabilidade, discernimento e sentido social.



